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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Cansada!

Odeio mulher oferecida. Quando digo oferecida, leiam dissimulada, sonsa, metida a bacana. Mulher tem que dizer a que veio, seduzindo, querendo, mas clara. E respeitando o que é dos outros. Sempre fui solteira, ando armada atirando no amor. Mas se vejo aliança no dedo, mão dada, foto na carteira ou beijo na boca, não me meto - a não ser que me convidem, é claro.

Mulher respeita, principalmente, a outra mulher. Porque homem veste a camisa do corporativismo masculino enquanto as babacas aqui se estapeiam por um minuto da atenção do Zé Mané. E pisca pro peguete da outra. Dá pro marido da amiga, seduz o cara por quem a prima está apaixonada. Esfrega a bunda no pau do barman que cantou a amiga solteira há meia hora atrás.

O nome disso é palhaçada, falta de respeito, sujeira. Das brabas. Sou a favor do descompromisso, mas que ele sempre venha acompanhado da clareza. Muito fácil as madames reclamarem dos homens que são galinhas, imaturos, desprendidos. Sim, eles são. Honremos, então, nossa superioridade para ensiná-los a se relacionar com o mundo, no lugar de alimentar pirocas doces e irresponsáveis.

Tô cansada de homem frouxo, de mulher disfarçada, de gente embaçada. Ainda acredito na possibilidade da clareza, da honestidade, da palavra limpa, da cara a tapa, sou a favor da merda no ventilador.

Porque a gente é livre e o mundo é grande o suficiente.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

renata.mdc.com.br

É, o namoro não vai bem. Desde o fatídico telefonema na madrugada, meu namorado esquisitou. E quer saber, por mais que o adore, não tenho muita paciência. Já expliquei, conversei honestamente, mas ele teima em desconfiar de mim. Agora estou quieta.

Aí, vocês sabem como é a vida... as coisas acontecem. Coincidências, alguém há de dizer. Numa noite de quinta-feira, depois de uma discussão brabíssima com meu gatinho, uma amiga chamou para um showzinho num pub em Copa. Eu, que tava amuada, resolvi acompanhá-la pra me distrair, espairecer, esquecer tudo o que ele disse e me magoou.

Estava lá curtindo o show na minha, na boa. Minha amiga tava sendo paquerada por um carinha, tava na iminência de beijá-lo. Eu tava dançando, bebendo minha long neck, quando o tal sujeito do meu último post – o que ligou às duas da matina – passa por mim. Ele sorri e eu retribuo. Me cumprimenta levantando a sobrancelha. Num ímpeto, furo a multidão para me aproximar dele: ei, vem cá! Pronto, dei a senha pra ele se aproximar. Beijo no rosto com mão na cintura, você continua linda. Nem 30 segundos pro primeiro beijo na boca. Nem 30 minutos pra seguirmos pro motel mais próximo. Ai... Suspiros...

Ele se despediu querendo saber quais meus planos para ele. Não tenho planos, quero recuperar minha relação agora desgastada. Estou confusa, gostei da noite, gostei de rever o cara, na verdade, gostei de muito mais que isso (vocês sabem!), mas amo meu namorado.

Amigas leitoras, preciso de ajuda: o que eu faço? Não sei mentir, estou mal com esse segredo. Não pretendo contar pro meu namorado, mas como me livrar da culpa pelo que fiz? E o gatinho com quem transei? Ele tem me ligado, mas eu não sei o que fazer. Por favor, quem já tiver passado por situação semelhante ou tiver qualquer ideia que possa me ajudar escreva.

Estou realmente muito mal de cabeça. Preciso tirar esse sentimento de mim. E voltar às boas com meu amorzinho. Ou vocês acham que pode haver outro caminho? Será? Será que dou uma chance pro outro gostoso, opa!, quer dizer, cara?

Tô muito confusa... muito... muito... (Pra quem eu telefono agora?)

sábado, 30 de maio de 2009

Porrada

Palavras machucam mais que porrada. Porque em porrada a gente bota curativo, remédio, o que for. Passado um tempo, tá cicatrizado e, às vezes, não sobra nem uma marquinha. Já as palavras ficam na nossa cabeça e, volta e meia, atormentam nossos pensamentos.

Por que palavras que ferem são tão difíceis de esquecer?

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Retrocesso!

Vivemos no país da impunidade, isso é fato.
Centenas de pessoas, a cada minuto, têm seus pertences e, no pior dos casos, seus entes queridos, arrancados, usurpados de si, do mundo.
E quem teve a graça de até hoje não ter passado por algo assim deve se considerar um sortudo dos bons ou até mesmo uma espécie de ET.

Na maioria das vezes os causadores de tantos males permanecem aí, soltos, impunes.
A Lei dos Homens, criada para proteger, fazer 'Justiça', a cada dia anda literalmente mais cega, o que nos faz pensar que a madame carregando a balança na mão não passa de uma grandessíssima cínica, sonsa ou absoluta incompetente.

Agora vc imagina que se para crimes graves desse tipo, grande parte das vezes não há reparo ou punição adequada, quanto mais aos delitos 'não visíveis', inexistentes no Código Penal, os quais nós mulheres por vezes sofremos!
Crimes estes habituais, ainda que não convencionais, cometidos por criaturas a quem nos entregamos e confiamos, com quem compartilhamos sonhos, vivemos como parceiras fiéis, dividimos nosso prato e nossa cama, demos colo e apoio (e dinheiro inclusive), sempre ali ao lado, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença...até que um belo dia, às vezes no susto mesmo, sem pistas ou anúncio, o meliante (até então fantasiado de homem-decente-companheiro-de-vida) se desmascara e nos arranca (tenta arrancar) tudo que temos, desde nossa dignidade e auto-estima até metade do nosso apartamento.
Para isso então é que parece não haver mesmo a dita cuja da Justiça!

E saem por aí os cretinos, caminhando pelo mundo, impunemente, de espírito leve, coração e braguilha abertos, estampando felicidade e novas mulheres nos orkuts da vida(pobres delas, futuras vítimas tb, pois não sabem o que as espera) enquanto ficamos aqui, como besouros cegos cambaleantes em terreno inóspito e desconhecido...morcegos fêmeas, abatidas por moleques que sacodem varas de bambu na escuridão, nos atraindo e então nos golpeando a cara.
E passamos dias sempre nublados e noites não dormidas, amargando a injustiça, tentando engolir o choro e o 'sapo-boi' que não desce...na casa dos nossos pais ou de algum amigo...ou então na própria casa, posta à venda, desfalcada de móveis e afeto...assistindo a poeira juntar nos cantos...a samambaia retrô da janela a definhar perdendo as folhas que se acumulam no chão (e num breve delírio poético imaginar que nada mudou e é apenas outono na sala )...
Mulheres nós, antes apaixonadas, agora perdidas em meio a um limbo, entre dois mundos, um para o qual não conseguimos voltar e outro para onde não sabemos como ir, como Karol Anne (a pequena "Carolaine" de Poltergeist), que foi abduzida, sugada para dentro do armário do quarto certa noite e depois ficou lá ninguém sabe onde, sem entender porra nenhuma, ouvindo ora um povo gritar alucinadamente pra ela ir para a luz, ora pra se afastar da merda da luz!
E a garota lá, perdidinha!!!

E não me venham falando que esses abusos absurdos não são provocados só por homens não e tal e blá, blá, blá!
Existe mulher safada sim, mas juntem aí a quantidade de historinhas desse tipo que vcs já ouviram ou testemunharam e me digam se em 98% delas não foi a mulher quem se estrepou lindamente!
Sorry, mas na grande maioria das vezes o agente causador de todo mau e dano é um bastardo do sexo masculino, sem honra nem consideração, sim!

Eu sugiro então um retrocesso.
Na Idade Média, aos criminosos que não era cabida a pena de morte ou àqueles acusados de delitos morais ou falha de caráter, reservava-se outra forma de punição, um modo a fazer com que estes indivíduos não saíssem ilesos e nunca se esquecessem de seu pecado.
Eram marcados a ferro quente no ombro com símbolos reconhecíveis pela comunidade, forma também de avisar as pessoas da espécie de gente que se tratavam.

Façamos isso daqui por diante, mulheres!
A próxima vez que detectarmos um canalha, este haverá de ser marcado a ferro (na cama durante o sono é uma excelente oportunidade), de forma a alertar as outras de sua condição de pulha escroto e enganador!

Assim poderemos seguir adiante com mais dignidade!
E talvez não perder a fé...nem deixar calar "A Pergunta" que, por mais que se tenha o coração partido e a paixão destroçada, continua a ecoar dentro do peito e da cabeça, ainda que não se queira...

Deixo Cat Power verbalizá-la através de sua meiga e bela voz...


Where is my love
Where is my love
Horses galloping
Bring him to me

Where is my love
Where is my love
Horses running free
Carrying you and me

Where is my love
Where is my love
Safe and warm
So close to me
In my arms
Finally

There is my love
There is my love
Horses galloping
Bring him in to me

Where is my love
Where is my love