Mostrando postagens com marcador relacionamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador relacionamento. Mostrar todas as postagens

domingo, 13 de dezembro de 2009

Casais são todos iguais!

Viajei por aí. Mundo a fora. Como presto muita atenção nas pessoas todas, é claro que observei todos os homens e mulheres pelos países por onde andei.
Em alguns, percebi que têm pessoas mais bonitas, mais bem vestidas, com ar mais altivo, mais independente talvez, do que em outros. Por outro lado, têm outros povos que são mais descontraídos, mais alegres, mais simpáticos, mais amáveis.
E, assim, fui observando as diferenças de culturas, de molejos, de sorrisos, de tudo! E, é claro, como uma comandante da trompa de elite prestei a maior atenção nos casais!
E os casais são iguais no mundo todo. Quando estão apaixonados é lindo de se ver. Abraços e beijos públicos, carinhos, olhares sedutores em pleno museu, conversas ao pé do ouvido nos restaurantes... Tudo lindo! E quando o amor está em fim de linha, também é a maior bandeira! A gente percebe logo pelo mau humor na discussão por causa da compra na loja, da obra de arte que um gostou e o outro odiou, no silêncio abissal durante o jantar inteeeeeeiro... Enfim, não importa a língua, a geografia, a religião, a história do povo que carregam nas costas. É tudo igual!!!
O que vale mesmo é o ser humano, o mundo e o contexto histórico em que estamos todos inseridos. Ainda carregamos lá e cá a fantasia do amor romântico, do amor eterno, do ciúme, das traições... Encasacados pelo frio de 5° ou desnudos pelo calor de 40°, todos encontramos um jeito de sermos sedutores e de realizarmos nossas conquistas. Ou de chorarmos o amor perdido. Ou de sofrermos pela solidão. Ou festejarmos a felicidade plena de um encontro.
Agora, de uma coisa eu tenho certeza. Há muitos anos que eu já sei que o povo italiano é lindo, que o francês é chiquérrimo, que o português é super simpático, que o cubano é incrivelmente brejeiro, mas que me perdoem todos os povos do mundo e sem nenhum ufanismo, nada se compara a morenice do povo brasileiro. Arrasamos em sensualidade!!!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O estranho mundo das dores do amor

Embora eu ouça e veja tanto sobre o assunto, não sei o que é sofrer por amor. Eu mesma já fiz sofrer muito. Obviamente, já quis que alguns relacionamentos durassem mais do que duraram, mas isso não povoou meus pensamentos por mais de algumas horas. Entendo que relação é uma coisa de dois e, se um não quer, acabou pra ambos, ponto.

A tal história do vazio no peito, do nó na garganta, do chorar no banho ou no travesseiro até adormecer de cansaço... não sei o que é. Respirar fundo ao botar a mesa com um lugar a menos, sentir a dor da cama vazia, perder-se nas horas soluçando em fotos da última viagem feliz... desconheço. Sentir um aperto quando o time do ex-amado vai pra final do brasileirão, marejar os olhos com a proximidade do Natal, sentir dor física de saudades por não poder compartilhar certos medos... nossa, é tudo muito triste! Mas eu só conheço da dor dos outros. Nunca a minha.

Porém, essa é uma incapacidade da qual não me ressinto. Experimento, sim, certa sensação de curiosidade. Na verdade, meu maior interesse é entender as razões que me levam a ser dessa maneira. O raciocínio mais direto é supor que só quem nunca amou de verdade pode jamais ter sofrido por amor. Bem provável ser esse o meu caso. Mas, então, ao menos dessa lacuna eu não deveria me ressentir? Tô nem aí...

Toda vez que uma amiga cai em prantos, deprimidíssima com um problema dessa natureza, ponho-me a refletir sobre o assunto. A dor da querida me comove, pois acredito que seja genuína. Porém, não entendo como essa perda possa roubar, simplesmente suprimir, a alegria, o brilho de pessoas tão especiais. Tenho amigas inteligentes, atraentes e generosas que já se sujeitaram às situações mais bizarras. E mesmo tendo plena consciência disso, o fim da relação foi, para elas, como experimentar uma espécie de morte. Já vi lutos tão tristes, mas tão tristes, que era quase possível tocar naquela dor tão intensa. Nesse momento, não consigo me conter e junto à compaixão, sinto-me invadir por uma enorme sensação de estranheza. Tá, tudo bem, toda relação tem seu algo bom, mas, se acabou, acabou, cacete! Shit happens, então, bola pra frente que a fila anda!

Comigo funciona quase como um ato reflexo. Se um homem não me quer ou me quer diferente (o que dá mais ou menos no mesmo), perco absolutamente o interesse. E o mais engraçado é que, invariavelmente, o efeito dessa reação é o sujeito me querer mais do que nunca. Só que, uma vez quebrado o (quase) encanto, quanto mais eles ficam fascinados, tanto mais aumenta meu enfado. É como uma fórmula certa. A má notícia é que só funciona pra quem não precisa usar.

Voltando às amigas, confesso que às vezes sinto culpa. Tenho ganas de sacudi-las, de estapear-lhes as fuças, dizendo: “Dê-se ao respeito, pooooooooooooorra! Tenha vergonha nessa caaaaaaaaaaara!” Mas isso é algo que nunca fiz ou farei, pois não vou desrespeitar um sentimento apenas por não conhecê-lo. Dou colo, ombro e carinho. Mas que eu acho tudo muito estranho, isso eu acho.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Quando tudo se transformou em não

Tristeza, mau humor, tpm, o nome é o que menos interessa. Dias intragáveis, difíceis, cansativos.

Trânsito, chefe, prazo, gato, grana, náite, tudo errado, mas encaro esquivas e negativas silenciosamente. Minha atividade é observar quieta o medo que paralisa o outro, que o impede de seguir adiante. Nenhum passo a frente, alguns para trás. Se não estou autorizada, não prossigo, sou educada. Recuo sem revide nem revanche, sem xingamento nem barraco. Engulo e engasgo, tudo fica retido no esôfago. Não há manobra capaz de liberar a passagem do ar. Vermelha, roxa, cinza. Muda.

Muda, muda.

Escuridão completa. Fecha o pano.

Saio de cena. Fim do primeiro ato.

sábado, 17 de outubro de 2009

Longe do cu do mundo

Eu tive um grande amor. Vivemos felizes por longos anos, compartilhamos certezas, desejos, sonhos, ambições. Acreditava na velhice junto a ele; ele, o meu sapato velho; a senilidade incapaz de nos separar. Nada poderia nos afastar.

Mas, caso do acaso, ele se apaixonou por outra. Conheceu uma moça ótima, aproximou-se dela, criou outras identificações e sintonias, e começou a me desamar. Eu, o ex-amor. Mas acontece, eu sei, é a vida, e é bonita. Todos somos passíveis de viver um novo amor, talvez melhor que o anterior, mais pleno. Eu, você, qualquer um. Não adianta tentar blindar o coração. Quando a paixão chega, não há como resistir ao seu ataque. É arrebatador, você não consegue se proteger: o amor, quando acontece, a gente esquece logo que sofreu um dia e se entrega. Todos os mecanismos de autopreservação são desativados.

Nessa história, eu sobrei e levei um solene pé na bunda. Não foi fácil, chorei, me despedacei. Quase enloqueci, quis argumentar, pedi a ele para ficar, mas depois, como era de costume, obedeci. Fui embora com meus sonhos destroçados.

Mas, sabe, até um pé na bunda faz você andar para frente. E agora estou refeita. Renata, renascida, está no meu nome, essa sou eu. Uma mulher que não tem vocação para tristeza, que reconhece a queda e não desanima.

E há pouco o noticiário televisivo confirmou: eu não poderia estar em lugar e momento melhor. A casa em que ia viver com meu ex está no meio de fogo cruzado. A guerra urbana dispara balas perdidas no quintal que seria meu, mas hoje é da minha sucessora.

Eu escapei do cu do mundo.



O cu do mundo
Caetano Veloso

O furto, o estupro, o rapto pútrido
O fétido seqüestro
O adjetivo esdrúxulo em U
Onde o cujo faz a curva
(O cu do mundo, esse nosso sítio)
O crime estúpido, o criminoso só
Substantivo, comum
O fruto espúrio reluz
À subsombra desumana dos linchadores

A mais triste nação
Na época mais podre
Compõe-se de possíveis
Grupos de linchadores

sábado, 10 de outubro de 2009

A nossa canção

Andamos por aí. Encontros imprevistos, caminhos atravessados, rotas paralelas. Sabores muito parecidos e outros muito diferentes. Gostos que nos aproximam e nos afastam. Tantas coisas que nos distinguem e, por isso, despertam o interesse de um pelo outro. Ainda não sei muito dele, nem ele muito de mim. Há terrenos preservados, e há espaços que não quero invadir. Há lugares que ele prefere não conhecer. Sabemos do outro o suficiente pra gostar. E pra querer estar junto do jeito que dá pra ser. Mas, muitas vezes, não dá pra ser. E, nos dias de chuva, em que a água lava a janela e as lágrimas, o meu rosto, sinto falta do abraço dele. Sou acolhida então pela melodia da canção romântica que outro dia embalou nosso beijo.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Eu te espero, vem!

Tem sim, tem muito de mim aí dentro. Não negue, não faça assim. Foi tanto tempo, tanto amor, tantas pernas entrelaçadas, tantas roupas misturadas, tantos segredos, tanto cabelo puxado na hora do tesão. Erramos, claro! Mas não merecemos tudo isso. Estou com a boca seca, queria me olhasse de verdade e aceitasse tudo o que explico, o que escrevo, o que repito. Você não escuta, não entende. Mas nem raiva eu consigo ter de você. Tenho sim, uma amargura, uma falta, uma dor no peito que não me deixa. O nome disso é sofrimento. Porque eu sei que não conseguiremos jamais nos esquecer. Não adianta todas as histórias que me conta, porque sei que em todas eu estou presente de alguma forma. E você está nas minhas. A verdade é que estaremos sempre esperando um ao outro. Estaremos sempre esperando o momento em que o outro se desarmará e esquecerá o ciúme, o orgulho, a mágoa e o arrependimento de não ter levado as malas pro fusca lá fora.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

renata.mdc.com.br

É, o namoro não vai bem. Desde o fatídico telefonema na madrugada, meu namorado esquisitou. E quer saber, por mais que o adore, não tenho muita paciência. Já expliquei, conversei honestamente, mas ele teima em desconfiar de mim. Agora estou quieta.

Aí, vocês sabem como é a vida... as coisas acontecem. Coincidências, alguém há de dizer. Numa noite de quinta-feira, depois de uma discussão brabíssima com meu gatinho, uma amiga chamou para um showzinho num pub em Copa. Eu, que tava amuada, resolvi acompanhá-la pra me distrair, espairecer, esquecer tudo o que ele disse e me magoou.

Estava lá curtindo o show na minha, na boa. Minha amiga tava sendo paquerada por um carinha, tava na iminência de beijá-lo. Eu tava dançando, bebendo minha long neck, quando o tal sujeito do meu último post – o que ligou às duas da matina – passa por mim. Ele sorri e eu retribuo. Me cumprimenta levantando a sobrancelha. Num ímpeto, furo a multidão para me aproximar dele: ei, vem cá! Pronto, dei a senha pra ele se aproximar. Beijo no rosto com mão na cintura, você continua linda. Nem 30 segundos pro primeiro beijo na boca. Nem 30 minutos pra seguirmos pro motel mais próximo. Ai... Suspiros...

Ele se despediu querendo saber quais meus planos para ele. Não tenho planos, quero recuperar minha relação agora desgastada. Estou confusa, gostei da noite, gostei de rever o cara, na verdade, gostei de muito mais que isso (vocês sabem!), mas amo meu namorado.

Amigas leitoras, preciso de ajuda: o que eu faço? Não sei mentir, estou mal com esse segredo. Não pretendo contar pro meu namorado, mas como me livrar da culpa pelo que fiz? E o gatinho com quem transei? Ele tem me ligado, mas eu não sei o que fazer. Por favor, quem já tiver passado por situação semelhante ou tiver qualquer ideia que possa me ajudar escreva.

Estou realmente muito mal de cabeça. Preciso tirar esse sentimento de mim. E voltar às boas com meu amorzinho. Ou vocês acham que pode haver outro caminho? Será? Será que dou uma chance pro outro gostoso, opa!, quer dizer, cara?

Tô muito confusa... muito... muito... (Pra quem eu telefono agora?)

quarta-feira, 15 de julho de 2009

I just call...

Como vocês sabem, estou namorando e apaixonada. Mas passei por uma saia justa esses dias. Madrugada de sábado pra domingo, estava dormindo agarradinha com meu amorzinho, quando toca o celular. Atendi logo, achando que poderia ser uma emergência, alguém passando mal, sei lá. No entanto, era um carinha com quem eu tinha saído. Há exatamente dez meses, eu conheci esse cara. Saímos duas vezes e ele sumiu. Depois da primeira ligação não atendida nem retornada, eu deletei o número dele da minha agenda e o deixei pra lá. Agora, sem mais nem menos, ele enche a cara num sábado à noite e resolve me ligar? Francamente!!! Fiquei na maior situação com o meu namorado, que desconfiou da minha explicação. Falei a verdade, exatamente o que conto aqui pra vocês, mas ele argumentou que ninguém telefona pra ninguém as duas da matina sem ter abertura pra isso. Enfim... foi chato pra caramba.

Agora, meu namorado está esquisito comigo e eu começo a me preocupar com isso. O outro sujeito continua a ligar mesmo eu tendo avisado que estou em outra. Gente, o que eu faço? Como resolvo essa situação e volto às boas com meu gatinho?

sábado, 20 de junho de 2009

Eu estou apaixonada!

Pois é, estou apaixonada e sou correspondida.

Há duas semanas reencontrei um carinha por quem fui apaixonada a um tempo atrás. Naquela época, eu dei em cima dele, mostrei abertamente que estava a fim, mas ele não me deu a menor bola e eu fiquei um tanto desapontada e frustrada. Mas nos tornamos amigos. Perdemos o contato por uns anos (acho que dois anos mais ou menos) e há duas semanas nos revimos no Baixo Gávea. Eu estava com uma turma grande numa mesa do Braseiro e ele estava tomando chope na calçada com dois amigos. Assim que eu o vi, aquele sentimento antigo reacendeu. Ele estava lindo como antes, apenas com uns fios brancos começando a aparecer entre os cabelos escuros. Mais charmoso impossível. Quando percebi que ele ia entrar no restaurante para ir ao banheiro, levantei-me. Simulando estar distraída, aproximei-me dele. Quando ele me viu, abriu um sorriso largo e me cumprimentou com um abraço e dois beijinhos. Derreti. Trocamos algumas palavras sobre o que fizemos nos últimos tempos e confirmamos os números de telefones. Ele disse que me ligaria pra marcar um chope, pra gente colocar a conversa em dia. Telefonou no dia seguinte. Saímos e desde então estamos juntos. Estou muito feliz e semana que vem pretendo fazer uma homenagem a ele. Devemos ir ao karaokê e quero cantar pra ele uma música que eu adoro. Coloco aqui a letra da canção e peço que as amigas comandantes a decorem pra fazer coro comigo. Espero que ele goste. Torçam por mim!


Seguindo no trem azul
Roupa Nova

Confessar
Sem medo de mentir
Que em você
Encontrei inspiração
Para escrever...

Você é pessoa que nem eu
Que sente amor
Mas não sabe muito bem
Como vai dizer...

Te dou o meu coração
Queria dar o mundo
Luar do meu sertão
Seguindo no trem azul...

Toda vez que for assoviar
A cor do trem
É da cor que alguém fizer
E você sonhar...

Não faz mal
Não ser compositor
Se o amor valeu
Eu empresto um verso meu
Prá você dizer...

Só me dará prazer
Se viajar contigo
Até nascer o sol
Seguindo no trem azul...

Te dou o meu coração
Queria dar o mundo
Luar do meu sertão
Seguindo no trem azul...

Vai lembrar
De um cara como eu
Que sente amor
Mas não sabe muito bem
Como vai dizer...

Só me dará prazer
Se viajar contigo
Até nascer o sol
Seguindo no trem azul
Uh! Uh! Uh!...

Te dou o meu coração
Queria dar o mundo
Luar do meu sertão
Seguindo no trem azul
Seguindo no trem azul...


quarta-feira, 3 de junho de 2009

Cocompartilhado

Eu nunca tinha dado importância a isto até ouvir amigas comentando que fazer cocô e soltar pum na frente do namorado é altamente proibido. Que esse tipo de intimidade é o primeiro passo pro fracasso do relacionamento.

Parênteses: confesso que sou das que vão ao banheiro de porta aberta, sem cerimônia. Se o rapaz quiser entrar e tomar banho enquanto uso o vaso sanitário, ok, aproveitamos pra colocar a conversa em dia. Se ele não for adepto desse tipo de intimidade, respeito sua opção. Mas, pra mim, sinceramente, não vejo o menor problema.

Voltando à derrocada da relação, não sei se esse tipo de princípio é tão importante. Algumas amigas dizem que a mulher precisa manter certa aura de mistério, que o homem não precisa comprovar que ela faz cocô. Mais ainda, que não devemos comentar crises de dor de barriga ou problemas de gases com eles.

Não sei quanto a vocês, amigas leitoras, mas acho que tenho a fase anal muito bem resolvida, porque não ligo a mínima pra isso. Só me importo se o cheiro for insuportável. E posso afirmar que nunca tive queixas masculinas sobre a minha displicência.

Enfim... Se fosse assim tão fatal ir ao banheiro juntos, o que seria desta imagem registrada pelo fotógrafo Lissandro Garrido? [A propósito, reparem na bela oposição de masculino e feminino que a foto evoca.]

Pelamordedeus, meninas, quando a gente ama, essas coisas são tão pequenas... e tem mais: eu acho esse tipo de intimidade linda!

sábado, 30 de maio de 2009

Porrada

Palavras machucam mais que porrada. Porque em porrada a gente bota curativo, remédio, o que for. Passado um tempo, tá cicatrizado e, às vezes, não sobra nem uma marquinha. Já as palavras ficam na nossa cabeça e, volta e meia, atormentam nossos pensamentos.

Por que palavras que ferem são tão difíceis de esquecer?

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O valor necessário do ato hipócrita

Aninha faz o tipo recatada, pudica. Quase careta. É amiga de faculdade da Nanda. A Nanda é minha... sobrinha. Diz a Nanda que, nos papos das meninas, a Aninha sempre assume uma postura judicante. Quando surgem aquelas histórias de “ficou com quem?”, “deu pra quem?”, “pra quantos?”, invariavelmente tece um comentário maldoso, quando não ofensivo: “Vocês são fáceis mesmo, depois reclamam”; “Deviam é se valorizar, isso sim”. Conheci a figura numa festa com o pessoal da faculdade, mas não conversamos muito. Achei que ela não tinha ido com a minha cara.

Pois bem. No início da semana, recebi por e-mail umas fotografias com o título “Bobeou, tá na net”. Eram fotos, digamos, íntimas, de umas cinco ou seis meninas com três rapazes. Foi a Nanda que mandou, ela sabe que gosto (sim, eu curto material erótico...). As fotos eram realmente boas, flagrantes capturados com os detalhes e a invasão de privacidade próprios das câmeras digitais. Qual não foi a minha surpresa quando, entre as danadas, reconheço... a Aninha! Rá! A Aninha ali, brincando de pega-pega! No momento exato em que eu via as fotos, a Nanda liga pro celular. ‘E aí, viu as fotos que te mandei?’ ‘Tô vendo agora.’ ‘Caraca, não entendi nada... geral da faculdade já viu... pô, logo a Aninha... maior cachorra!’ ‘É...’ ‘Pô, Djanira, você não diz nada?’

Agora, analisando a situação com certo distanciamento, acho que a Nanda queria que eu falasse alguma coisa que condenasse a Aninha, e eu não disse. Afinal, se o fizesse, estaria na mesma posição judicante que própria Aninha tantas vezes adotou – e que a Nanda tanto criticava. Em vez disso, entre fascinada e incauta, respondi à pergunta da Nanda da seguinte forma, depois de uns poucos segundos em silêncio: “É, e eu não dei nada pela Aninha naquele dia, na festa...”. A Nanda desligou o telefone na minha cara. Há três dias não atende às minhas chamadas. Vai entender...

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Manu: ninguém é de ninguém.

Recebi e-mail de uma menina que leu o blog e achou por bem me contar a sua história. Ela namora há 6 anos e o cara arrepia e muda de assunto quando ela quer falar sobre o futuro dos dois - constituir família, procurar apartamento etcétera e tal.

Achei boa essa idéia, mexeu com meu ego. Espero que as amigas aqui também entrem nessa onda.

Transcrevo aqui o e-mail da moça. Nomes trocados, como toda coluna de conselhos amorosos.

"Oi, meninas. Tudo bem? Li o blog de vcs e achei bom ver essas opiniões todas juntas e resolvi compartilhar um pouco do meu problema com vcs. Conheci o Carlinhos e no dia seguinte, já viramos namorados. Estamos juntos há 6 anos e eu estou com 29 e ele, 31.

Acho que já estamos num momento da relação que pede uma mudança de estágio, entendem? Eu estou falando de casar - não necessariamente na igreja -, juntar nossos móveis, parar de tomar a pílula, essas coisas legais que casais fazem.

Carlinhos foge sempre que eu falo nisso, pergunto como vai ser, essas coisas. Um dia, ele perguntou: "Manu, por que você quer casar? Pra que estragar uma relação que tá tão boa?" - Fiquei passada quando ele usou o termo estragar, ligando-o ao que seria a celebração da nossa união. Acho que ele não gosta de mim, ou está com outra, que quer terminar comigo e tá sem coragem.

O que vocês acham?

Bjus, Manu"

Então, Manu, em primeiro lugar eu lhe digo que encontraste o homem certo! Carlinhos é do bem, nitidamente: é amor de verdade e o estrago no casamento é inevitável, pois o ser humano é muito mais amistoso no seu estado solteiro. Acredite, você também é assim e, depois de casada, se perguntará onde foi parar aquela namorada bacana que era.

Digo que ele é o homem certo, pois sempre desconfio desses apaixonados viciados em conhecer família, comemorar aniversário de namoro, essas coisas que chamam casamento. O cara certo, querida, não quer casar. Mesmo. O cara certo até casa, mas querer, ele não quer. E lá na frente, você verá que eu não estou cuspindo verdades aleatórias, confie em mim. Ele te ama, quer coisa melhor do que ser uma eterna namorada? O homem não foi feito para casar. Essa história de amor, de até que a morte os separe, toda essa parafernalha que a gente ouviu desde criancinha é mentira, não tem fundamento na realidade.

Ninguém é de ninguém - eis o caminho da verdade.

Eu sei que você continuará insistindo e vai acabar até conseguindo o que quer, engravidando, persuadindo, chantageando, ou até mesmo o Carlinhos resolve ceder. Eles cedem, a gente insiste, tenta, teima. E lá na frente, reclama, chora, tenta entender.

Espero que você lembre que precisou enviar um e-mail para pessoas desconhecidas, tamanha é a sua angústia hoje. As de 20 anos de casada são bem piores, pode anotar.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Tocobina

Layla escreveu aqui sobre o tocobina, que é quando a pessoa olha o celular, vê quem é e não atende. Disse que isso é muita rejeição.

Será mesmo essa a única possibilidade para uma ligação não atendida? Gente, por favor, a pessoa do outro lado pode estar longe do aparelho, ou ter deixado o treco em algum lugar que não é onde ela está, pode estar ocupada, em outra ligação, tomando banho, qualquer coisa. Pode simplesmente não ter ouvido o celular tocar ou vibrar. Por que encarar logo como uma forma de rejeição?

Vamos deixar de achar que tudo que o outro faz tem um objetivo específico de nos atingir de alguma forma? Esse posicionamento é autocentrado demais, mocinhas, chega a ser egocêntrico!

Helloooooo, meninas! Chega de mania de perseguição!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Acabei de voltar do bar.

Fui tomar um chopp com um amigo que não via há muito tempo. Estudamos juntos e chegamos a cogitar uma sociedade num projeto que não foi adiante porque ele foi morar em NY quando ganhou um concurso de arte.

Ele veio para o Rio para as bodas de ouro dos pais e me ligou; saí do trabalho e fui direto encontrá-lo. Papo vai, papo vem e pimba: Puxa, Fê, você tá tão bonita. Eu lembrava de você bonita, mas tem algo no seu olhar que está me desconcentrando.

Homens não são amigos de mulheres.

Nunca o são, até porque mulheres também sempre têm no amigo um possível marido, pai de filhos, namorado, companheiro, fuck buddy, o que for.

Mas essa coisa de que é possível um olhar completamente isento de desejo sexual entre homens e mulheres (ou entre quaisquer pessoas que façam parte do grupo de desejo sexual do outro) não existe. Seria lindo, mas não existe.

Quando a amiga pergunta pro amigo se tal blusa ficou bem nela, o amigo responderá com base no grau do tesão que ele sentiu ou poderia vir a sentir olhando como ficaram os peitos da amiga, entende?

Tem sempre sexo no ar e a maioria das relações são baseadas nesse "instinto". Basta olhar em volta, mergulhar um pouco mais fundo em como você trata seu/sua amigo/a do sexo que te atrai. Mesmo aqueles que não fazem o seu tipo, lá no fundinho você quer se sentir desejado/a.

É só reparar.

(Até que o Rafa está gostosinho, mas esse approach não me excita. Voltei para casa tendo apenas tomado 6 choppinhos.)

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Toco

Acho que todo mundo um dia na vida já levou um toco. Se não levou ainda, qualquer hora dessas vai levar. Eu, por exemplo, num intervalo de quinze dias, levei dois. De dois homens diferentes, é claro, que não sou de dar murro em ponta de faca.

O primeiro tava semi-engatilhado, a paquera tava rolando na ferramenta de bate-papo durante a semana. Quando chegou o sábado e eu o encontrei na naite, resolvi partir pra cima, na certeza de que rolaria. Começamos o papo muito bem até que o sujeito surtou. Não ficamos. Não rolou. Não entendi a recusa. Fiquei passada. Mas tudo bem. Ninguém é obrigado a querer ficar com a gente.

O segundo é um fofo, um gostoso, que eu conheço desde que éramos pirralhos. Nos encontramos por acaso num show. Ele me elogiou, me abraçou e eu tentei uma abordagem diferente, tentei pegar a criatura. Ele me olhou com a sobrancelha levantada e eu entendi o recado. Recuei, né? Que jeito. Uma pena. Além do gatinho, perdi a oportunidade de fazer uso recreativo da substância ilícita que vez por outra ele carrega. Enfim...

É duro levar fora, mas a gente aprende a lidar com a coisa. A minha estratégia pra não ficar com a autoestima no chinelo é ligar pra um ex que ainda tem uma queda por mim. Querida, quando isso acontecer com você, não hesite: ligue pra um cara que você sabe que vai encher a sua bola! Recorra àquela cadernetinha de telefones surrada se for o caso, mas vale qualquer coisa pra levantar o seu moral. Mesmo o nerd da escola que tentava te beijar à força pode ser de grande ajuda num momento desses.

E nada de ficar em casa se lamentando. Acredite em você mesma e... NEEEEEEEEEEEEEXT!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Poesia

Leandro, namorado da Fátima, mandou um poema para ela. Comparou o cheiro da namorada com o aroma de uma manhã de primavera na casa de veraneio, a maciez do cabelo com a seda chinesa mais nobre do reino dos tecidos, o gosto da boca com o raio que o parta.

Falei para a Fátima: já se ligou que ele tá te corneando, né, filha?

Porque as pessoas são assim. Já viu chefe elogiar sem depois entrar com uma crítica ou pedir para você trabalhar no sábado? Já viu filho dizer para a mãe que ela está linda sem depois entrar com um pedido de empréstimo? Já viu homem ser romântico no meio do namoro sem que tenha feito alguma manobra arriscada?

Não existe poesia que não seja moeda de troca, prêmiozinho de consolação, quando ela vem depois da primeira trepada.

Fátima ficou calada por 3 segundos, tentando não absorver a constatação do que já é sabido, nem que seja somente no reino do inconsciente. Sim, coleguinha, são todos iguaizinhos, idênticos, só muda o tamanho, a expessura, o endereço, o telefone e os demais dados pessoais.