quarta-feira, 20 de maio de 2009

Tem que ser maravilhosa!

A mulherada fica aí desabafando, chorando mágoas, levando tocos...
Isso acontece porque dão mole pra manés, correm atrás, fraquejam, ficam de desfrute.
Mulher tem que ser dura!
Mulher tem que ser difícil!
Mulher tem que ter reservas!
Mulher tem que ser Maravilha!

Vejam o clip e aprendam, meninas!

PS: Só acho o micro shorts dispensável mas...

Acabei de voltar do bar.

Fui tomar um chopp com um amigo que não via há muito tempo. Estudamos juntos e chegamos a cogitar uma sociedade num projeto que não foi adiante porque ele foi morar em NY quando ganhou um concurso de arte.

Ele veio para o Rio para as bodas de ouro dos pais e me ligou; saí do trabalho e fui direto encontrá-lo. Papo vai, papo vem e pimba: Puxa, Fê, você tá tão bonita. Eu lembrava de você bonita, mas tem algo no seu olhar que está me desconcentrando.

Homens não são amigos de mulheres.

Nunca o são, até porque mulheres também sempre têm no amigo um possível marido, pai de filhos, namorado, companheiro, fuck buddy, o que for.

Mas essa coisa de que é possível um olhar completamente isento de desejo sexual entre homens e mulheres (ou entre quaisquer pessoas que façam parte do grupo de desejo sexual do outro) não existe. Seria lindo, mas não existe.

Quando a amiga pergunta pro amigo se tal blusa ficou bem nela, o amigo responderá com base no grau do tesão que ele sentiu ou poderia vir a sentir olhando como ficaram os peitos da amiga, entende?

Tem sempre sexo no ar e a maioria das relações são baseadas nesse "instinto". Basta olhar em volta, mergulhar um pouco mais fundo em como você trata seu/sua amigo/a do sexo que te atrai. Mesmo aqueles que não fazem o seu tipo, lá no fundinho você quer se sentir desejado/a.

É só reparar.

(Até que o Rafa está gostosinho, mas esse approach não me excita. Voltei para casa tendo apenas tomado 6 choppinhos.)

terça-feira, 19 de maio de 2009

É fim de noite

Quero dar adeus à tristeza e viver a máxima de que a alegria é a melhor coisa que existe.
Não gosto de sofrer. A-do-ro festa, roupa nova, música, cantar alto e bebida geladésima!
Amor, muito amor. Isso é que é bom na vida.
E minhas amigas todas lindas e maravilhosas. Levando tocos, mas de cabeças erguidas. Porque o que vale é tentar. Sempre, mesmo que não leve à nada. A vida é assim mesmo. Amanhã somos nós que daremos.
Vamos em frente, meninas. Não se esqueçam, o primeiro passo é fundamental.
Amanhã tem mais.
Agora, vou tomar meu ryvotril e dormir.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Toco

Acho que todo mundo um dia na vida já levou um toco. Se não levou ainda, qualquer hora dessas vai levar. Eu, por exemplo, num intervalo de quinze dias, levei dois. De dois homens diferentes, é claro, que não sou de dar murro em ponta de faca.

O primeiro tava semi-engatilhado, a paquera tava rolando na ferramenta de bate-papo durante a semana. Quando chegou o sábado e eu o encontrei na naite, resolvi partir pra cima, na certeza de que rolaria. Começamos o papo muito bem até que o sujeito surtou. Não ficamos. Não rolou. Não entendi a recusa. Fiquei passada. Mas tudo bem. Ninguém é obrigado a querer ficar com a gente.

O segundo é um fofo, um gostoso, que eu conheço desde que éramos pirralhos. Nos encontramos por acaso num show. Ele me elogiou, me abraçou e eu tentei uma abordagem diferente, tentei pegar a criatura. Ele me olhou com a sobrancelha levantada e eu entendi o recado. Recuei, né? Que jeito. Uma pena. Além do gatinho, perdi a oportunidade de fazer uso recreativo da substância ilícita que vez por outra ele carrega. Enfim...

É duro levar fora, mas a gente aprende a lidar com a coisa. A minha estratégia pra não ficar com a autoestima no chinelo é ligar pra um ex que ainda tem uma queda por mim. Querida, quando isso acontecer com você, não hesite: ligue pra um cara que você sabe que vai encher a sua bola! Recorra àquela cadernetinha de telefones surrada se for o caso, mas vale qualquer coisa pra levantar o seu moral. Mesmo o nerd da escola que tentava te beijar à força pode ser de grande ajuda num momento desses.

E nada de ficar em casa se lamentando. Acredite em você mesma e... NEEEEEEEEEEEEEXT!

Pegada e tanto

Kátia ficou anos casada com RC. Aliás, foi o primeiro namorado, o primeiro beijo, a primeira trepada, o primeiro tudo. E mais de 20 anos juntos, com certeza!
Tiveram dois filhos. Ele era caladão. Ela era uma querida. Meiguinha, sempre sorrindo, sempre arrumadinha, unha feita, cabelo de toca e de mexas. Ela tinha mexas. Uma graça!
Ela era tipo mignon. Toda magrinha. Ele aquele grande. Grande só não. Era gordo pra cacete! Aquele ali não tinha pegada mesmo! Devia ficar só ofegante.
Um dia, do nada, RC morreu. Bom, do nada não foi. Ele tinha um problema no coração que ninguém sabia. Ela devia saber, mas os amigos não sabiam.
Nos primeiros meses ela ficou quietinha e tal. Depois, parecia que a vida tinha começado ali! E tinha mesmo.
Kátia saia todos os dias. Com todos. Todos os dias. Mas não tinha coragem de fazer nada, além de dançar e conversar. Até que encontrou um cara maneiro. Gostosão e decidido. Foi logo segurando-a pelo pescoço, tascando-lhe um beijo. Ai, como foi bom. Segura daqui, passa a mão dali, agarra de lá, puxou-a pra dentro do carro e foram para um motel.
Kátia estava nervosa, com a boca seca. Estava disposta a dizer que aquela era sua primeira vez depois de tantos anos sendo de um homem só. Mas aí o gostosão levantou a blusa, tirou a arma da cintura e colocou em cima da mesinha de cabeceira.
Aí que a perna de Kátia tremeu, mas tremeu foi muito. E a única coisa que ela conseguiu pensar foi “ai meu deus, agora eu tenho que agradar!!!”

sábado, 16 de maio de 2009

O mundo é gay


O Dia Mundial de Combate à Homofobia será celebrado amanhã, domingo, 17. A data é alusiva ao 17 de maio de 1990, data em que a Organização Mundial de Saúde excluiu a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças. A partir daquele dia, o homossexualismo não mais seria considerado enfermidade, distúrbio ou perversão.

Uma amiga querida costuma dizer, com propriedade, que “o mundo é gay”. Talvez ela saiba o que está dizendo. Talvez não. Percebo que os gays tendem à desconfiança (quando não à convicção) de que todos a seu redor partilham a mesma condição homossexual. Já ouvi dizer que tal crença seria uma espécie de estratégia subliminar de que se valem os gays na abordagem de eventuais parceiros. Será mesmo assim? Maybe...

A questão é que generalizações do tipo “o mundo é gay” sempre me parecem redutoras e perigosas, além de comumente descambarem para o preconceito. Quase sempre desconfio delas, muito embora, convenhamos, haja situações em que a generalização cabe como uma luva (seria o caso de “o mundo é gay”?).

Não perco de vista que vivemos num mundo contraditório, convulso, desajustado, no qual se digladiam bilhões de pessoas freneticamente chacoalhadas por desvios, transtornos e perturbações de toda ordem. E aqui me refiro a todas as pessoas, sem exceção e sem medo da generalização. Independentemente da condição sexual de cada um, o fato é que a retirada oficial da homossexualidade da lista de doenças, distúrbios e perversões enfraqueceu brutalmente a chance de a máxima “o mundo é gay” soar absolutamente verdadeira.


quinta-feira, 14 de maio de 2009

Poesia

Leandro, namorado da Fátima, mandou um poema para ela. Comparou o cheiro da namorada com o aroma de uma manhã de primavera na casa de veraneio, a maciez do cabelo com a seda chinesa mais nobre do reino dos tecidos, o gosto da boca com o raio que o parta.

Falei para a Fátima: já se ligou que ele tá te corneando, né, filha?

Porque as pessoas são assim. Já viu chefe elogiar sem depois entrar com uma crítica ou pedir para você trabalhar no sábado? Já viu filho dizer para a mãe que ela está linda sem depois entrar com um pedido de empréstimo? Já viu homem ser romântico no meio do namoro sem que tenha feito alguma manobra arriscada?

Não existe poesia que não seja moeda de troca, prêmiozinho de consolação, quando ela vem depois da primeira trepada.

Fátima ficou calada por 3 segundos, tentando não absorver a constatação do que já é sabido, nem que seja somente no reino do inconsciente. Sim, coleguinha, são todos iguaizinhos, idênticos, só muda o tamanho, a expessura, o endereço, o telefone e os demais dados pessoais.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Papo calcinha

Somos cinco amigas dispostas a falar sobre assuntos ditos femininos: do namoro à cor da calcinha no primeiro encontro, do estresse no trabalho ao sexo na sala de reunião, das novas tendências na moda ao modelito escrotérrimo da celebridade... “Ditos” porque todas sabemos que esses assuntos povoam as rodinhas masculinas também. Eles se fazem de blasés, mas muitos deles gostam tanto desses papinhos quanto nós. Mas como homem adora dar uma de macho, fingem que não falam nada. Ok, não vem ao caso agora. Tenho certeza que falaremos muito dos homens. E das relações afetivas, que, com certeza, serão um tema aqui recorrente.

Sejam todas muito bem-vindas ao Comando Rosa!